terça-feira, 2 de agosto de 2011

Frio

Frio não pede licença,
entra por qualquer buraco,
e se instala até o fundo da nossa alma.
Gelado,
Congelante,
Frio apavorante.
Minuano, Serrano ou Litorâneo,
São todos iguais,
gelam dos pés à cabeça.
Não tem luva ou manta,
jornal ou fogueira,
que aqueça.
Nem o trago esquenta,
quando o danado entra,
Faz doer os ossos e trincar os dentes.
Frio,
amargo Frio,
rezemos que se vá.
Que venha a primavera,
florida, cheirosa,
oposto do emburrado, molhado,
inverno gelado,
que dificulta até o pensar.

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